São muitos os investimentos oferecidos à população e quem consegue guardar dinheiro, mesmo com a crise, enfrenta uma grande dúvida: qual é o melhor investimento perante um cenário altamente instável?

Realmente, essa é uma pergunta que não tem resposta fácil. Principalmente ao lembrarmos que diversos investidores perderam muito dinheiro em ações e que a poupança vem rendendo menos que a inflação. Contudo, sabendo planejar os investimentos, com certeza é possível obter ótimos lucros.

A primeira questão a ser levada em conta na hora de investir é que não existe uma fórmula exata sobre o tema; o mais importante é saber qual o principal motivo para guardar o dinheiro, isto é, quais são os objetivos que se deseja atingir com os investimentos.

Para auxiliar nessas escolhas, é importante levar em conta duas dois pontos importantes, o risco e os tipos de aplicações.

Entendendo os riscos

Mas, o que é risco quando falamos de aplicação? De forma geral, o risco de uma aplicação financeira é diretamente proporcional à rentabilidade desejada pelo empreendedor, ou seja, quanto maior o retorno estimado pelo tipo de aplicação escolhida, maior será o risco.

O risco aponta que o investidor poderá não conseguir o retorno prometido ou mesmo perder uma parcela do montante aplicado. Por isso, é importante conhecer muito bem os atributos de cada aplicação, tais como o nível de risco, tempo adequado, retorno, tributos e demais despesas que serão cobradas.

Um exemplo desses custos é a taxa de administração exigida por fundos de investimentos, que podem comprometer a rentabilidade. É importante lembrar também que a rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

É importante também que a pessoa tenha clara sua característica de investidor, minimizando a chance de erros e frustrações, uma pessoa que tem a característica conservadora em relação ao dinheiro deve evitar investimentos arrojados, pois pode se assustar com o ânimo do mercado e perder dinheiro.

Já se uma pessoa arrojada colocar o dinheiro em algo conservador, poderá desanimar com a demora em obter o dinheiro guardado. Assim, é importante se conhecer antes de qualquer coisa.

Adequando aos objetivos

Indubitavelmente, há ótimas modalidades de investimentos. O mais importante é diversificar os investimentos, escolhendo os mais adequados para os objetivos e sonhos de curto, médio e longo prazo.

Sonhos de curto prazo são aqueles que se pretende realizar em até um ano. Para esses, é interessante aplicar dinheiro em investimentos com liquidez, ou seja, que possa retirar na hora que retirar sem taxas, nesse caso pode ser interessante até mesmo a caderneta de poupança, pois quando precisar poderá retirar o valor sem pagar taxas, Imposto de Renda ou perder rendimentos. Outra opção interessante pode ser alguns títulos públicos, mas muito cuidado, é preciso entender.

Já os sonhos de médio prazo abrangem o período de um a dez anos. Para esses, são interessantes linhas de investimento que tenham prazos pré-estabelecidos no período da realização do sonho. Dentre as opções, recomendo Tesouro Direto, CDB, Fundo de Investimentos e ouro. Nesse caso, o melhor é pesquisar em pelo menos três instituições financeiras de confiança (pode encontrar mais dados no site do Banco Central).

Já os sonhos de longo prazo são aqueles que a maioria das pessoas acredita que não irão realizar, por representar algo muito distante. O tempo destes sonhos é acima de dez anos, o que faz com que muitos desanimem antes mesmo de começar. Mas afirmo: seja qual for o seu sonho, ele é possível de ser realizado.

Para isso, é preciso ter perseverança e começar imediatamente. Para esses sonhos, recomendo investir em títulos, previdência privada e ações. No caso do investimento em ações, o melhor é aplicar no máximo 20% do dinheiro total poupado para a conquista dos sonhos, considerando que é arriscado depender do desempenho da empresa na qual se investe.

Tomados esses cuidados, o caminho de investir é fundamental. Mas reforço só mais um ponto, o melhor investimento para qualquer pessoa é poupar, reduzindo gastos você pode ganhar mais mensalmente do que qualquer aplicação.

*Reinaldo Domingos – PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira. Está a frente do canal Dinheiro à Vista, é colunista do de diversos meios de comunicação. Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira e diversas outras obras.